Olá, eu como qualquer outra pessoa, tenho a necessidade de falar sobre a minha vida mais profunda.
Tenho um trabalho como a maioria das pessoas da sociedade comum e vivo num agregado familiar de 3 jovens e dois adultos, comigo inclusive.
Estou junto com a minha mulher à 13 anos e como todos os casais, já tivemos baixos, fases que nos levaram quase à separação, que graças a Deus não aconteceu, temos momentos altos, basicamente seriamos um casal quase normal, se não fosse o meu sentido de humor que por vezes, me leva a fazer palhaçadas. Sou um daquele tipo de pessoas que tenta ser feliz todos os dias, embora existam problemas que nos levam a desmoronar, contudo nunca baixo a guarda e tento sempre e à minha maneira passar por cima deles, como um alpinista a escalar ao topo de uma montanha.
Não sou perfeito, nem sempre estou bem, mas tento sempre levantar-me de cabeça erguida para olhar para o mundo como um lugar bonito e pensar que sou um privilegiado por estar nele. Mas nem sempre se consegue. Gosto de estar para as pessoas, quando elas necessitam do mim, assim como o oposto também vale. Não sou dramático, nem pessimista, sou bastante positivo relativamente à minha maneira de viver, se correcto ou não, não sou a melhor pessoa para avaliar, pois sou suspeito. Mas sou honesto, lutador, trabalhador. Tento ser seguro e confiante embora tenha medos e mágoas com a vida e com pessoas, que me fizeram sentir o oposto. Mas como isso faz parte do passado, irei escrever um pouco acerca disso, num outro capítulo. Tenho uma família, linda, feliz e maravilhosa, mas não é perfeita. Assim como ninguém o é. Posso dizer que devido à minha infância, a minha maneira de ser, tornou-se um bocado egocêntrica e materialista, para talvez, atenuar as coisas e pessoas que me faziam mal. Fui-me refugiando no meu mundo, para me proteger de todas as situações que me magoavam, não fisicamente, mas sim, emocionalmente. Nos dias de hoje, nunca quis espetar secas a ninguém. Apenas queria ter um amigo(a) que ouvisse os meus desabafos e vice versa, sem julgamentos, sem críticas, apenas ouvir. Tentei procurar isso, comecei devagar a falar da frente para trás, mas essa conversa não foi compreendida como tal, daí o prega secas estar a escrever um blog. Muita gente pensa que são "coisas de mulher" . NÃO! São coisas de pessoas que não têm ninguém que queiram escutar mais de 30 anos de experiências, sentimentos, emoções e momentos. E estarmos a expor a nossa vida a uma pessoa que pagamos para nos ouvir e pouco mais é tanto um desperdício de tempo e dinheiro. Quando eu era adolescente, tanta gente falava comigo, desabafava, devido à minha compreensão, à minha maneira de escutar, e muitas vezes nao era preciso abrir a boca para fazer alguém sentir-se bem, bastava ouvir, mas a troca de pensamentos e de emoções pode ajudar ambas as partes. Gostava de ter um ouvinte de vez em quando. Mas arranjar alguém sem ser a nossa cara metade digno dessa confiança, praticamente é impossível. Daí a escrita possa ser a solução para aliviar a pressão, a dor, a magoa e todos outras fases menos boas que marcam. Acho que devo estar a passar por uma fase depressiva. Por hoje é só.